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O
Debatedouro?
1) O que é "O
Debatedouro"?
O Debatedouro é um
periódico digital em temas internacionais publicado
por estudiosos de Relações Internacionais lotados em Belo Horizonte,
Brasília, Rio de Janeiro, São Paulo, Buenos Aires, Lisboa e
Monterrey. Concebido
para avolumar o debate sobre temas internacionais no Brasil e na
comunidade de países iberoamericanos, sob o signo da orientação acadêmica
em Relações Internacionais, O Debatedouro vem se constituir como um
espaço perene de publicação de artigos de opinião por brasileiros e
estrangeiros.
O escopo temático
disponível é amplo, abarcando o exame sobre atualidades e
aspectos histórico-conceituais de Política Internacional, Economia
Internacional, Direito Internacional, Política Exterior Brasileira e
outras temáticas centrais ao interesse de estudantes de Ciências
Sociais, sobretudo com enfoque
internacional.
Desde 2006, O Debatedouro integra a
relação "Qualis" de periódicos reconhecidos pela CAPES,
do Ministério da Educação do Brasil, ostentando a classificação
"Internacional/C".
2) Por que "O
Debatedouro"?
De neologismo em
neologismo, chegamos em O Debatedouro. Para tanto, acrescentamos o
sufixo "-douro" ao substantivo primitivo "debate". O locus
do debate, se assim quiserem. O objetivo do projeto afigura-se
um tanto quanto ambicioso: o fomento de discussões sobre temas de
Relações Internacionais no Brasil.
3) O logo de "O
Debatedouro"
Nossa primeira marca remetia a uma mesa de debates em que os
assuntos internacionais eram postados no centro para serem
debatidos, de acordo com o espírito da publicação: o de fomento à
discussão de idéias e opiniões em temas internacionais. A atual
logomarca,
mais leve e simplificada, transforma o próprio planisfério em um
'debatedouro' - não deixando de captar, entretanto, o espírito
deste projeto.
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"Com a sua
licença, Prof. Houaiss!"
Por
Dawisson Belém Lopes, em 22/10/2002
Não
faz tanto tempo assim. Início dos anos 90 do século passado.
Em meio a uma alvoroçada manhã - como, aliás, muitas outras
manhãs assim seriam doravante: alvoroçadas! -, a barbárie se fez
sentir. Ecoou, retumbante, por todos os rincões deste país. O
réu: um Ministro de Estado no Brasil. O tipo penal:
proferir, ao ser acossado pela imprensa, palavra não familiar
aos dicionaristas. Nunca utilizada, oficialmente, até aquele
momento. O motivo: incipiência vocabular, reengenharia
filológica ou infeliz recombinação destas duas hipóteses anteriores.
O julgamento: condenação em primeira instância. Afinal, como
aceitar que tão crasso erro pudesse dimanar de um ser humano
depositário de tamanha autoridade? Por todo o Brasil, em uníssono, o
mesmo tom burlesco: "Vocês viram o que disse o nosso
Ministro?". E alguém retorquia: "Imexível??? Como é criativo,
não?!!" A absolvição: Apesar de condenado - execrado -
publicamente, nosso réu aqui não teria final tão trágico como aquele
que se esboçava. Ao menos, sob o ponto de vista estritamente
lingüístico. Consultado sobre a gafe do Ministro, o saudoso
professor Antônio Houaiss, com a altivez de quem, não por ledo
favor, ocupara, a mesma cadeira de Sílvio Romero, Osório
Duque-Estrada e Roquette-Pinto, sentenciou: "A palavra, apesar de
inexistente, é tecnicamente boa. Poupem o pobre rapaz..." Hoje, o
neologismo "imexível", muito criticado pelos elitistas à época, foi
reconhecido pela Academia Brasileira de Letras, vindo figurar no
erudito "Vocabulário Ortográfico da Língua
Portuguesa".
De
neologismo em neologismo, chegamos ao DEBATEDOURO. Para tanto,
acrescentamos o sufixo "-douro" ao substantivo primitivo "debate". O
novo locus do debate, se assim preferirem. O objetivo do
projeto, devo confessar, afigura-se um tanto quanto ambicioso: o
fomento de discussões sobre temas de Relações Internacionais - tão
pouco estudados - em um país-baleia, de dimensões continentais, com
inegável papel no concerto das nações, como este em que vivemos.
Oxalá o nosso intento, qual seja, o de promover debates bastante
dinâmicos, livres das "pechas" e constrangimentos que obstaculizem o
desenvolvimento, possa encontrar guarida em nossos qualificados
interlocutores. Fica o convite. Semanalmente*, estabeleceremos um
ponto de encontro. Nossos colunistas trarão à baila os temas mais
candentes da agenda internacional, sempre por intermédio de colunas
fluidas, objetivas, enxutas. Trimestralmente**, o convite é estendido
ao leitor que deseje incursionar por artigos mais densos e
"encorpados", frutos de um sistemático trabalho de pesquisa de nossa
equipe. Ah, já ia me esquecendo... A interação colunista-leitor será
não apenas permitida, como também escancaradamente
encorajada.
Retomando, então, a parabólica trama com que introduzimos
esta carta, queremos submeter ao juízo dos senhores bem mais que um
mero neologismo. Queremos, verdadeiramente, propalar toda a
carga estética, semântica e analítica que o acompanha. E que venham
as críticas! Que venham, também, sugestões, discordâncias, elogios!
Mas que venham, sobretudo, os argumentos. O debate! A instauração de
uma "atmosfera do debate", esta, sim, simbolizará a nossa verdadeira
redenção.
Por fim, com a devida licença que pedimos ao eterno Prof.
Houaiss, que o uso continuado do verbete "debatedouro" trate de
consagrá-lo!... Hoje e sempre! Pelo bem do debate!
*Hoje,
bimestralmente; **Hoje, sem previsão.
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