Os
caminhos da integração latino-americana
À
primeira vista, parece um exercício por demais
ousado e arriscado tomar a América Latina como um todo,
visto que, dentro deste subcontinente, há muita
diversidade no que se refere à inserção na
globalização, e as maneiras como os Estados nacionais
lidam com a questão da integração são bastante
específicas. A despeito dessa constatação, tenta-se
traçar um panorama mais amplo do fenômeno como
diagnóstico.
A
integração regional, nesta oportunidade, não será
discutida apenas a partir de questões referentes aos
blocos econômicos formados na América Latina, como o
Mercosul (Mercado Comum da América do Sul) e a ALADI
(Associação Latino-Americana de Integração), mas a
outros gêneros de integração, sobretudo o cultural.
O
âmbito da cultura tem peso considerável na forma como os
países se integram. Desse modo, a cultura deve ser
tratada como relevante na confecção das idéias e
pré-concepções que os latino-americanos têm deles e
dos outros, além da forma como se lida com o ordenamento
mais atual do mundo caracterizado pela globalização.
Alguns
reduzem a globalização ao sinônimo de neoliberalismo,
que tentou estabelecer um modelo único para países
desenvolvidos e subdesenvolvidos que não se quisessem
excluir da economia mundial. Há quem diga que as
decepções das aventuras modernas sejam o sintoma do
aumento dos acordos de livre-comércio e das integrações
regionais.
A
globalização reordena e expande a potencialidade
econômica das sociedades e dos mercados, ao mesmo tempo
que reduz a capacidade de ação dos Estados nacionais,
dos partidos, dos sindicatos e dos atores políticos
clássicos. A discussão seguinte permite indagarmos que
tipo de integração regional esperamos para nossos
países.
Através
de pesquisas realizadas entre as populações contidas na
UE (União Européia), no NAFTA (North
American Free Trade Agreement ou Acordo de Livre
Comércio da América do Norte) e no Mercosul,
constatou-se que a maioria não entende como esses
organismos funcionam, o que eles discutem, nem por que
tomam as decisões.
Para
fazer uma comparação, Néstor García Canclini (1996)
− antropólogo argentino e radicado no México
− não crê numa integração do continente
americano nos moldes do que vem ocorrendo na Europa, devido
ao patrulhamento ostensivo da fronteira norte-americana
com o México e às políticas discriminativas de
imigração. São processos similares que ocorrem em
contextos muito distintos.
Enquanto,
no continente americano, o imperativo da integração é
econômico, esse processo atinge enormes proporções e
uma considerável transcendência na Europa, onde não só
há redução de tarifas alfandegárias para facilitar o
intercâmbio de mercadorias, mas também livre
circulação de pessoas e mensagens, a elaboração
conjunta de programas educativos e comunicacionais.
A
limitação aos aportes ensaísticos de um único autor
deve também ser feita com diligência no exercício
acadêmico, embora permita, de certa maneira, uma
inspeção mais pormenorizada de suas interpretações
dentro da temática da integração na América Latina.
Há três formas principais de nos globalizamos: como
produtores culturais, como migrantes e como devedores
(CANCLINI, 2002).
Um
artesanato, uma máscara ou uma roupa indígena
representa, para seus produtores, toda uma relação
social, a forma como foram produzidos e outras
representações tradicionais. No entanto, isso se
transforma quando apropriado pelo capitalismo, e passa a
assumir novas significações, quase sempre estéticas. Esses artigos são vendidos apenas como “curiosidades
indígenas” ou “objetos raros”.
Ademais,
os latino-americanos buscam, fora de seus países de
origem, melhores condições de vida. No caso do México,
uma parte considerável da população trabalha nos
Estados Unidos e remete uma renda aos seus familiares. Esse cenário é constatado mesmo que os Estados Unidos
possuam uma política de imigração rigorosa e vigiem
suas fronteiras com a América Latina como pouquíssimos
outros países fazem.
Outrossim,
a dívida externa de seus países aumenta
vertiginosamente, enquanto empresas transnacionais
apropriam-se dos recursos naturais e materiais da América
Latina. O nosso gás, petróleo e minerais estão sendo
vendidos a preços módicos. Canclini chega a afirmar que
os latino-americanos estão unificados pelas dívidas.
O
mesmo autor atenta-se à velocidade com que se realizam
acordos de livre comércio entre: México, Estados Unidos
e Canadá; e os que se firmam entre vários países
latino-americanos, como o Mercosul.
o
atual projeto modernizador se caracteriza por não se
propor a incluir a todos, nem sequer nas declarações e
programas. Sua seletividade se organiza segundo a
capacidade de oferecer trabalho ao menor custo e
conquistar consumidores mais que desenvolver a cidadania.
A concorrência e a discriminação no mercado prevalecem
sobre a universalidade de direitos políticos e culturais.
Portanto, por mais que nos dias que correm se fale muito
mais de integração entre países latino-americanos e
europeus e se realizem acordos mais concretos que em
qualquer época anterior, a abertura aos outros, a
construção de uma interculturalidade democrática, está
mais subordinada ao mercado que em qualquer época
precedente. (CANCLINI, 2003, p. 75-76)
Os
processos de integração regional desenvolvem
apressadamente seus acordos econômicos, sem terem
previamente refletido sobre as radicais mudanças
simbólicas que geram nas sociedades, nos sistemas de
comunicação e nas representações que cada nação tem
de si mesma e das outras.
Atribui-se
uma prioridade às atividades econômicas acima de
qualquer outra esfera nacional, onde os avanços
tecnológicos não cessam de chegar à América Latina e
nela se expandir. O mapa das competências econômicas e
culturais nacionais, dos agrupamentos e intercâmbios
entre os países e regiões está sendo redefinido.
A
tecnologia tem o papel de sustentar o processo de
integração regional, seja através do crescimento na
rede de transportes ou na expansão dos meios de
comunicação. Realizam-se convênios entre empresas
editoriais e de televisão, entre universidades e centros
artísticos de diversos países; mudam-se as imagens que
umas sociedades têm das outras e as influências mútuas
nos estilos de vida.
A
publicidade e o estímulo à circulação de mercadorias
tomam conta da sociedade e condicionam os imaginários da
coletividade. A tecnologia permite também o
recrudescimento dos novos mercados formados entre as
Américas e a Europa, tanto nas indústrias editoriais e
audiovisuais como para a coordenação de sistemas
educativos afins. Há experiências, nesse sentido,
realizadas por empresas privadas latino-americanas, como
Rede Globo, MTV e Televisa.
A
necessidade de entregar-se ao novo disseminada pelas
multinacionais e corporações resulta na dificuldade de o
Estado resolver os problemas deduzidos a partir daí. A
esfera pública, por isso, tem encontrado dificuldades
para resolver problemas graves, como violência,
desemprego e dificuldade de acesso à educação de
qualidade. Ainda, falta verba para que o governo ponha em
prática muitos de seus projetos, que acabam arquivados.
Ademais,
introduziu-se a visão de um mundo globalizado,
harmônico, que valorizava o mercado mundial, a iniciativa
privada, o individualismo e a transferência do capital
nacional para as empresas oligopólicas globais em prol da
produtividade. Com isso, a esfera de influência dos
Estados latino-americanos tornou-se ainda mais restrita,
onde houve enfraquecimento do seu âmbito de poder em
diversos setores internos.
A
esfera pública desses países é constantemente
pressionada por atores políticos internos e externos
cujos interesses divergem dos da máquina governamental e,
por isso, reduzem sua capacidade de abrangência e
eficiência. O Estado age como freio e ordenador das
investidas inconseqüentes de alguns atores, cujo lucro se
sobrepõe ao bem comum através da ganância inerente ao
capitalismo.
O
caso das políticas culturais na América Latina
É
muito difícil desenvolver políticas públicas onde os
interesses não convergem. Os órgãos públicos dos
países globalizados devem remodelar suas políticas para
que não se destruam nos atrativos da modernidade. As
políticas têm sido incapazes de absorver o que acontece
na sociedade civil; ocupam-se um pouco da cultura popular
tradicional, mas menos ainda das culturas urbanas modernas
expressas pelo rock, os quadrinhos, as telenovelas, os
vídeos e os demais meios permeados pelo pensamento e
sensibilidade das massas.
Discute-se
a necessidade de revisão das políticas públicas na
América Latina, sobretudo no que se refere à cultura.
Tomamos esse exemplo, de forma geral, no que os órgãos
públicos dos países globalizados devem remodelar suas
políticas culturais para que não se destruam nos
atrativos da modernidade.
Como
as maiores empresas têm influência transnacional, os
demais países que as recebem através da globalização
devem canalizar melhor suas estratégias políticas para
que não se vejam prejudicados pelos interesses dessas
empresas, como é o caso da norte-americana Hollywood, ou
da mexicana Televisa, ou da alemã Bertelsmann.
De
certo modo, as políticas culturais na América Latina
tendem a subordinar o povo e a nação às estratégias do
Estado, ou seja, são projetadas e aplicadas sem levar em
consideração as necessidades efetivas das classes
populares, mesmo que freqüentemente as ações do governo
se refiram a estas ou convoquem-nas. A dúvida sintética
é sobre o que o povo faz com o que o sistema faz com
eles.
Sabendo-se
que os grandes temas da política relacionam-se com a vida
cotidiana, ou que as transformações estruturais
refletem-se na forma que pensamos e agimos, questiona-se
se é possível uma política popular na América Latina
após averiguar sobre as maneiras como os Estados e os
partidos concebem a identidade do povo e os pontos de
atrito e de convergência na vida dos setores populares.
Não
se pode uniformizar a situação dos diferentes países
latino-americanos, onde se observam dificuldades para
desenvolver políticas adequadas à etapa atual dos
conflitos sociais e à revisão do modelo de sociedade por
que lutamos. As políticas culturais de que trata Canclini
não são só aquelas que se referem às Belas Artes, aos
livros e aos concertos, e por isso tornam urgentes a
resolução de outros problemas, como inflação,
desemprego e exclusão.
Ao
desenvolver e sistematizar nossa ignorância do diverso, a
estandardização mercantil treina-nos para vivermos em
regimes totalitários, no sentido mais literal em que se
opõem aos democráticos: por suprimir o plural e obrigar
a submersão de tudo a uma totalidade uniformizada.
(CANCLINI, 1983, p. 46)
As
políticas culturais não estão dando atenção
suficiente ao que Canclini chamou “bases estéticas da
cidadania” (CANCLINI, 1999, p. 272) contidas nos
cenários modernos de consumo. As atuais políticas
culturais são monótonas e as demais políticas,
retrógradas.
O
espaço público transcende as fronteiras nacionais de
cada sociedade civil, que não deve ser confundida com o
mercado, nem a integração latino-americana com os
acordos entre governos e empresários. Os aparelhos
estatais da América Latina têm tido dificuldade para
sair do pêndulo que oscila entre modernização e
decadência.
Não
se sabe exatamente onde termina a competência do Estado e
começam as de outras esferas, visto que os Estados
democráticos correm o risco de se tornar totalitários
quanto mais penderem para o controle de toda a vida dos
cidadãos através da organização de suas estruturas
familiares, educação e formação intelectual,
orientação das formas de lazer, atividades de trabalho,
obediência à ideologia oficial, e muitas outras.
Contudo,
quanto à expansão do setor tecnológico nos países
latino-americanos, à inovação que este propicia e à
interferência das empresas privadas em âmbitos de
competência dos Estados nacionais, é necessário rever e
atualizar as políticas públicas atualmente conduzidas na
América Latina se o que se almeja é um processo de
integração mais consistente, conseqüente e
responsável.
A
integração regional e as novas perspectivas para os
Estados nacionais
No
conteúdo precedente, argumentou-se sobre a premência da
busca de mecanismos que revisem e atualizem as políticas
culturais na América Latina de tal forma que os Estados
intervenham mais nos diversos âmbitos de poder e setores
que atingem as sociedades latino-americanas e, dessarte,
não se deteriore frente às novas tendências de
integração regional que descuidem dos interesses
coletivos.
Os
processos de integração regional apresentam desafios ao
desenvolvimento científico, em que se planejam políticas
adequadas ao caráter transnacional da reestruturação do
globo na intenção de indagar quais são as mudanças que
devem ser feitas na educação, na investigação
científica e tecnológica, na qualificação da força de
trabalho de modo que as nações menos poderosas possam
entrar neste processo de maneira mais competitiva.
É
necessário incluir nas estratégias descolecionadoras e
desierarquizadoras das tecnologias culturais a assimetria
existente, em sua produção e seu uso, entre os países
centrais e os dependentes, entre consumidores de
diferentes classes dentro de uma mesma sociedade. As
possibilidades de aproveitar as inovações tecnológicas
e adequá-las às próprias necessidades produtivas e
comunicacionais são desiguais nos países centrais
− geradores de invenções, com altos investimentos
para renovar suas indústrias, bens e serviços − e
na América Latina, onde os investimentos estão
congelados pelo peso da dívida e das políticas de
austeridade, onde os cientistas e técnicos trabalham com
orçamentos ridículos ou têm que emigrar, o controle dos
meios culturais mais modernos está altamente concentrado
e depende muito de programação exógena. (CANCLINI,
2006, p. 307-308)
No
Brasil, não se dispõe da capacidade de regular tudo o
que entra e sai do país devido a vários fatores, entre
eles a enorme extensão física da fronteira, que
tangencia países como Colômbia, Venezuela, Bolívia e
Argentina, ao longo corredor marítimo, e à
globalização dos meios de transporte e informação, que
permitem a circulação de conteúdos muitas vezes
proibidos entre os países interligados pela rede mundial
de computadores.
Nas
últimas décadas, a cena pública foi apropriada pelos
meios eletrônicos de comunicação, que se converteram
nos principais formadores do imaginário coletivo. Por
isso, são necessárias atualizações nas políticas
culturais e noutras. Alguns países latino-americanos já
as discutiram, entretando sem as inserir neste novo
contexto de integração supranacional cujo desejo
percorre muitos estadistas na América Latina.
Néstor
García Canclini (1996, p. 14) propõe um modelo de
análise conjunto dos campos culturais que possibilite
examinar os desafios do livre comércio e a integração
supranacional com a especificidade que cada caso requer,
como na cultura tradicional (ou
“histórico-territorial”), na cultura de elites, na
que circula pelos meios massivos ou na que se refere às
novas tecnologias de informação e comunicação.
A
associação entre os termos “cultura” e
“desenvolvimento” ocorre agora com freqüência na
literatura internacional:
Los
diagnósticos de los científicos sociales y los planes
gubernamentales definían el desarrollo de los países
periféricos por referencia a los indicadores de
modernización tecnológica, industrialización y
crecimiento del producto de las metrópolis; las
particularidades culturales que distinguían a las
sociedades “subdesarrolladas” eran miradas como
“obstáculos”, rezagos tradicionales que la
modernización superaría. (CANCLINI, 1996, p. 14)
Na
segunda metade do século XX, os representantes de
empresas e indústrias culturais converteram-se em
protagonistas do desenvolvimento e da cultura.
Recomendam-se planos de proteção às culturas indígenas
e populares, mas os principais interventores raramente
participam deles. Complexas questões tecnológicas,
lingüísticas e artísticas são tratadas em função de
rentabilidade financeira ou consenso político,
desconsiderando-se os aspectos técnicos e o conhecimento
dos especialistas.
Os
meios de comunicação massivo produzem, há
aproximadamente cinqüenta anos, uma integração cultural
maior dos países latino-americanos, e destes com o
mercado mundial. Mesmo que sejamos informados pelas
agências de notícias que filmes argentinos e mexicanos
ganham prêmios em festivais internacionais, isso não
contribui para que suas imagens percorram o continente.
Não
se deve atribuir toda culpa à
“norte-americanização” da América Latina, pois os
editores, cineastas, ministros de cultura e de economia
taxam os livros e o cinema com altos impostos. Além
disso, falta estímulo devido aos fretes e obstáculos
aduaneiros e comunicacionais: o transporte de livros do
México à Guatemala é mais caro do que se fosse
destinado a Madri ou Barcelona.
Os
meios eletrônicos permitem aos países latino-americanos
que se conheçam através do rádio, cinema, televisão e
das últimas tecnologias (fax, correio eletrônico,
comunicação por satélite), que nos vinculam de forma
simultânea às informações internacionais. Inclusive
facilitam a exportação de alguns produtos culturais
latino-americanos, sobretudo as telenovelas e minisséries
mexicanas (cf. Rebelde, Chaves) e
brasileiras, além de certas músicas étnicas e
regionais.
Integrar
la América Latina será una “utopía”, así, entre
comillas irónicas o cínicas, mientras no se articulen
trabajadores, indígenas, consumidores, científicos,
artistas, productores culturales. Mientras no incluyamos
en la agenda formas de ciudadanía latinoamericana que
reconozcan los derechos de todos los que producen
dignamente dentro o más allá de sus territorios de
nacimiento. (CANCLINI,
2002, p. 97)
No
entanto, a interação entre as sociedades
latino-americanas não é só uma conquista dos meios
massivos porque a circulação mais fluida de mensagens
resulta das facilidades tecnológicas recentes, mas
também deriva do processo de globalização. A
subordinação dos países latino-americanos se agravará
com a eliminação, pelos acordos de livre comércio, das
tarifas sobre a produção estrangeira e redução dos
baixos subsídios ao desenvolvimento tecnológico local.
O
principal aspecto que assegura a hegemonia norte-americana
sobre a América Latina consiste no controle da
informática e da telemática, pois, exceto no Brasil,
nenhum destes países possui políticas estatais
consistentes para investigar a geração de inovações
culturais ligadas às tecnologias de ponta. (CANCLINI,
1996)
Compete
às empresas privadas o controle dos meios de
comunicação e informação vinculados às novas
tecnologias, que requerem investimentos maiores e também
alcançam setores mais extensos. Contudo, a integração
latino-americana não se deve desentender da variedade
interna do continente, nem de cada nação.
Conclusões
Embora
se fale da atualização do papel dos Estados nacionais
principalmente no que se refere a mudanças culturais
apontadas na América Latina, não se deve negligenciar
que o Estado possui um âmbito de atuação muito mais
amplo, e regula questões como a política interna e
externa, a arrecadação e distribuição de recursos, as
condições sociais e econômicas, entre muitas outras.
A
exploração da potencialidade conjunta de nossas
práticas culturais pode ajudar-nos a imaginar outro modo
de nos globalizarmos. Como uma possível maneira de
atualização do papel do Estado nacional, é necessário,
entre outras soluções, pensar em políticas culturais
que dêem conta dos processos interculturais e das
diferenças.
É
por isso que a esfera pública é concebida por Néstor
García Canclini como a solução de muitos problemas que
acometem os latino-americanos e provocam desigualdades.
Todavia, nem tudo compete ao Estado, embora o papel da
esfera pública deva ser revitalizado no sentido de
equiparar o nível de desenvolvimento dos países
latino-americanos com o que é exigido destes no célere
processo de globalização, principalmente em se tratando
de tentativas de integração regional.
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Consumidores e cidadãos: conflitos multiculturais da globalização.
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